Aparelhos Ortodônticos: Transplante autógeno dental

Não, não é engano, não quis dizer implante… É transplante mesmo. “Mas como assim, tirar o dente de uma pessoa e por em outra?” Calma, não é bem assim.

É possível?

É, mas dentro de algumas regras. E também não se trata de tirar o dente de uma pessoa e colocar em outra, mas de se fazer um auto-transplante. Afinal, diferentemente de órgãos como o coração, que temos um só, e rins, que são apenas dois, dentes temos 32.

Quando uma pessoa perde um dente as opções de tratamento são: próteses fixas ou removíveis, implantes ou fechar o espaço do dente perdido com aparelho. A decisão quanto a isso depende das condições do paciente (financeiras, inclusive) e da avaliação e indicação do dentista.

Porém, em 1954, um dentista chamado M. L. Hale pensou: “e se, ao invés de uma prótese, usássemos um dente de verdade, uma prótese biológica?” Em 1956 ele publicou um Artigo (Hale ML. Autogenous transplants. Oral Surg Oral Med Oral Pathol 1956; 9: 76-83) documentando os princípios da técnica cirúrgica, que são praticamente os mesmos até hoje.

Quais as indicações para o tratamento dentário?

As principais indicações para o transplante de um dente natural do seu alvéolo (o “buraco” no osso em que ele fica alojado) para outro alvéolo são:

• Cáries extensas;
• Reabsorção radicular;
• Doença periodontal;
• Fratura dentária;
• Agenesia (não formação) e aplasia (desenvolvimento incompleto) de dentes;
• Dentes inclusos.

Quais as contradições para o transplante dentário?

Nem sempre é possível (ou desejável) o transplante autógeno de um dente. As situações que contraindicam esse procedimento são:

• Possibilidade de tratamento conservador;
• Possibilidade de tracionamento ortodôntico;
• Dente com menos da metade da raiz formada;
• Quando não há possibilidade de estabilização do dente no leito receptor;
• Quando há infecção;
• Quando o dente a ser transplantado não pode ser removido inteiro, mas tem que ser “cortado”;
• Falta de espaço adequado na região do leito receptor.

Como é feito o transplante dentário?

O mais comum é a substituição de um molar perdido (primeiro ou segundo molar) por um siso (terceiro molar), mas é possível fazer o transplante de outros dentes, também. A técnica cirúrgica deve ser minimamente traumática, ou seja, o dente tem que ser extraído com muito cuidado. Quanto menos intercorrências, melhores são as chances de o procedimento dar certo. O Ligamento periodontal (uma série de fibras que liga a raiz do dente ao osso) não deve ser manipulado, pois o sucesso do procedimento depende de que esse ligamento faça seu trabalho, que é reparar os tecidos periodontais após a cirurgia.

Técnica convencional

O transplante autógeno dentário pode ser realizado pela técnica convencional (ou imediata), que consiste em fazer extração do dente a ser transplantado, e o preparo da cavidade óssea alveolar para o qual esse dente será transferido, em uma única etapa.

Técnica tardia

A outra forma de fazer o transplante é pela técnica tardia (ou mediata), em duas etapas, na qual o alvéolo cirúrgico é preparado na primeira etapa. Após um período inicial de cicatrização de aproximadamente 14 dias, realiza-se, na segunda etapa, a extração e o transplante.

A técnica em duas etapas é interessante porque o intervalo entre as etapas dá mais tempo ao leito ósseo receptor para nutrir as células remanescentes do cemento (tecido dentário que reveste a raiz) e do ligamento periodontal do dente a ser transplantado. Isso aumenta as chances do transplante dar certo.

E depois do transplante?

O dente é estabilizado com o fio de sutura e, depois da remoção dos pontos, é feita a contenção com fio ortodôntico, por exemplo, por um período de 3 a 4 meses. A revascularização da polpa (o “nervo” do dente) depende do estágio de formação da raiz e da amplitude do canal radicular, e também da distância entre a câmara pulpar e o suprimento sanguíneo da parede óssea alveolar (e da boa difusão plasmática).

Fotos/Vídeos: Reprodução

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