
Quatro décadas após o desaparecimento do escoteiro Marco Aurélio Simon, as buscas pelo jovem foram retomadas nesta semana na região de Piquete, no interior de São Paulo. A operação é conduzida por uma força-tarefa da Polícia Civil com apoio do Corpo de Bombeiros, do Instituto de Criminalística e de equipes especializadas em georreferenciamento e mapeamento por drones.
Marco Aurélio desapareceu em 1985, aos 15 anos, durante uma excursão com colegas escoteiros na Serra da Mantiqueira. Segundo relatos, ele se afastou do grupo para buscar ajuda após um dos jovens torcer o tornozelo. Desde então, nunca mais foi visto.
A retomada das buscas foi motivada por novas informações recebidas por meio do Disque Denúncia e por um trabalho minucioso de reanálise do caso. Os investigadores também utilizam hoje tecnologias que não estavam disponíveis à época, como varredura aérea por drones e escaneamento de áreas de difícil acesso.
O caso, que permanece sem solução, é um dos mais emblemáticos desaparecimentos do país e continua a despertar comoção e teorias entre familiares, moradores da região e estudiosos do assunto. A nova fase da investigação busca trazer respostas a um mistério que já dura 40 anos.