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Mesmo com a recente queda nas exportações para os Estados Unidos após o tarifaço, o preço da carne bovina no Brasil continua elevado e não deve cair no curto prazo. Segundo especialistas, os principais fatores que sustentam os valores altos estão ligados ao custo de produção, ao aumento do consumo interno e à redução no abate de animais.
De acordo com analistas do setor, a oferta de gado no mercado doméstico segue limitada, já que muitos pecuaristas optaram por reter matrizes para recomposição dos rebanhos. Além disso, os custos com insumos como ração, energia e transporte permanecem altos, o que pressiona a cadeia produtiva.
Outro ponto é a demanda aquecida no Brasil, impulsionada pela melhora no poder de compra das famílias e pela preferência do consumidor pela carne bovina, mesmo diante de alternativas como frango e suíno, que estão mais baratos.
A expectativa é que os preços só comecem a recuar de forma mais significativa a partir de 2026, quando a oferta de animais deve se normalizar. Até lá, o cenário é de estabilidade em patamares elevados, o que impacta diretamente no orçamento das famílias brasileiras.