
O Brasil foi reconhecido, há alguns meses, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o maior país do mundo a eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho como problema de saúde pública. O feito, conhecido como eliminação da transmissão vertical, representa um marco histórico na resposta brasileira à epidemia de HIV/Aids e é resultado de décadas de políticas públicas voltadas à prevenção, diagnóstico e tratamento da doença.
Segundo o Ministério da Saúde, a conquista foi possível principalmente pela atuação do Sistema Único de Saúde (SUS), que garante acesso gratuito a testes rápidos nas unidades básicas de saúde, acompanhamento pré-natal e distribuição de medicamentos antirretrovirais para gestantes vivendo com HIV. Essas ações reduzem significativamente o risco de transmissão do vírus durante a gestação, o parto e a amamentação, permitindo que bebês nasçam sem o HIV mesmo quando a mãe é soropositiva.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que o cenário atual contrasta com a realidade de décadas atrás, quando eram comuns iniciativas filantrópicas para acolher crianças que nasciam com HIV após perderem os pais em decorrência da Aids. De acordo com ele, esse tipo de situação deixou de existir no país graças ao avanço das políticas públicas de saúde. O reconhecimento da OMS reforça o papel do Brasil como referência internacional no enfrentamento do HIV e na promoção do cuidado integral à saúde materno-infantil.