
Ainda que o Carnaval seja um período de diversão e liberdade, os especialistas alertam que os foliões também devem estar atentos à prevenção ao HIV. Para quem busca estar atento aos principais cuidados, e quer curtir a festa com segurança, o Diário do Nordeste organizou as principais medidas preventivas recomendadas pelo médico infectologista Luan Victor*, como o uso de preservativos e a realização de testes.
Além disso, o infectologista Jucival Fernandes** também reforça as dicas de Luan, detalhando a importância do acompanhamento com um profissional de saúde no caso dos foliões que fazem uso da PrEP (Profilaxia Pré-Exposição).
A PREVENÇÃO AO HIV/AIDS NO BRASIL
Nas últimas décadas, houve um aumento de políticas públicas e de campanhas de conscientização visando a redução dos casos de HIV e Aids no Brasil. Diante do cenário internacional, o País se tornou referência por realizar a oferta gratuita de testes, preservativos e medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Houve também um movimento para desmistificar certos preconceitos sobre o vírus e a doença. Nesse sentido, Luan chegou a citar que atualmente não utilizam mais a ideia do grupo de risco. Os especialistas optaram pelo conceito de “situações de risco”, como o Carnaval, quando há muitas festas e trocas entre desconhecidos.
QUAIS SÃO AS MEDIDAS PREVENTIVAS PARA O HIV?
Em entrevista ao Diário do Nordeste, Luan Victor destacou as principais medidas preventivas para o HIV, como:
- Uso da camisinha: fazer utilização da camisinha masculina e feminina, que é item descartável e não reutilizável;
- Uso de lubrificante: diminuiu o risco de rompimento da camisinha, principalmente no sexo anal;
- PrEP (Profilaxia Pré-Exposição): uma estratégia de prevenção ao HIV antes da exposição ao vírus;
- PEP (Profilaxia Pós-Exposição): caso o folião passe por uma situação de risco, pode buscar medicamento de emergência gratuito do SUS para prevenir HIV;
- Evitar compartilhar objetos perfurantes: isso inclui seringas, agulhas e outros objetos que possam conter sangue de outra pessoa;
- Realizar testagens regulares: pessoas sexualmente ativas devem realizar exames pelo menos uma vez ao ano.
Além disso, o infectologista citou a moderação do consumo de álcool e outras drogas. “Porque esse consumo diminui a percepção do risco e acaba levando os foliões a decisões menos seguras”, afirmou.