
Das praias que amanhecem com redes lançadas ao mar aos modernos centros de beneficiamento e exportação, o Ceará transformou sua tradição pesqueira em potência econômica. A vocação construída entre o oceano, a experiência dos pescadores e a força da cadeia produtiva colocou o estado na liderança nacional das exportações de pescados. Somente nos quatro primeiros meses do ano, o Ceará exportou US$ 28,73 milhões em lagosta, camarão e peixes.
O desempenho do setor tem atraído investimentos e ampliado a presença dos pescados cearenses em mercados internacionais. Em Fortaleza, peixes vermelhos, atum e lagosta compõem a produção da Compex Pescados, empresa que exporta cerca de 3,5 mil toneladas por ano para países da Ásia, Oceania e América do Norte, atendendo às exigências específicas de cada mercado.
A equipe de reportagem visitou a indústria, que opera sob normas internacionais de segurança e em ambiente refrigerado a 18°C, e conversou com o empresário Paulo Gonçalves. Para ele, o protagonismo do Ceará no setor é resultado do trabalho conjunto de toda a cadeia produtiva. “O desempenho do estado deve-se ao compromisso e profissionalismo dos pescadores e de todos que participam desse processo”, afirma.
Com tradição, tecnologia e processos inovadores, a empresa aposta na localização estratégica do Ceará como diferencial competitivo. A posição geográfica favorece a logística de exportação para 16 países e reforça a estrutura do estado para o escoamento de cargas.
Segundo Paulo Gonçalves, a infraestrutura logística é um dos fatores que sustentam o crescimento do segmento. “As facilidades logísticas do Ceará contribuem muito para esse protagonismo, pois estamos muito bem servidos, com dois portos de cargas gerais e um aeroporto internacional. Isso facilita o escoamento das cargas de pescados, tanto congeladas quanto frescas”, destaca.
Reconhecida entre as principais exportadoras de frutos do mar do país, a empresa conta com um parque fabril de 10 mil m². No local, os pescados passam por rigorosos processos de industrialização, desde a seleção da matéria-prima até o controle das etapas de produção e armazenamento.
O fortalecimento da cadeia produtiva também foi refletido nos números registrados no primeiro quadrimestre do ano, período em que o Ceará liderou as exportações nacionais do setor. Para Paulo Gonçalves, o resultado foi impulsionado pelo crescimento das vendas de produtos tradicionais – como lagosta, atum, garoupa e peixes vermelhos -, além da abertura de novos mercados e do apoio do Governo do Estado durante o tarifaço imposto pelos Estados Unidos.
*Com informações do Governo do Estado do Ceará