
Sobral e o cinema brasileiro estão de luto. Morreu nesta quarta-feira (22), aos 98 anos, o cineasta, produtor, roteirista e fotógrafo Luiz Carlos Barreto, um dos nomes mais importantes da história do audiovisual nacional. Nascido em Sobral, em 20 de maio de 1928, “Barretão”, como era conhecido, deixa um legado que atravessa mais de seis décadas e ajudou a consolidar o cinema brasileiro no cenário mundial. (Itaú Cultural)
Ainda jovem, Barreto deixou o Ceará rumo ao Rio de Janeiro, onde iniciou sua trajetória no fotojornalismo antes de ingressar no cinema. Foi um dos protagonistas do movimento Cinema Novo e participou da realização de obras que marcaram gerações, como Vidas Secas, Terra em Transe, Dona Flor e Seus Dois Maridos, Bye Bye Brasil e O Que É Isso, Companheiro?. Ao longo da carreira, produziu mais de 80 filmes e foi responsável por impulsionar a indústria cinematográfica brasileira por meio da LC Barreto Produções, fundada ao lado da esposa, Lucy Barreto. (GZH)
Embora tenha construído sua carreira no Rio de Janeiro, Luiz Carlos Barreto nunca deixou de ser reconhecido como um dos grandes filhos de Sobral. Sua trajetória tornou-se motivo de orgulho para o município e para todo o Ceará, projetando o nome da cidade em uma das mais importantes expressões da cultura brasileira.
A morte de Luiz Carlos Barreto representa o fim de um capítulo fundamental da história do cinema nacional. Seu trabalho permanece como referência para diferentes gerações de cineastas e como um legado permanente para a cultura brasileira. Para Sobral, fica a memória de um cidadão que levou suas origens consigo e transformou talento, sensibilidade e compromisso com a arte em reconhecimento internacional. (GZH)