Turismo avança 2,7% em julho e supera nível pré pandemia, aponta IBGE

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Turismo brasileiro avança 2,7% em julho e supera nível pré-pandemia, aponta IBGE

O setor de turismo no Brasil demonstrou um vigoroso crescimento em julho, registrando uma alta de 2,7% na comparação com o mês anterior. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio do Índice de Atividades Turísticas (Iatur), apontam para uma recuperação notável do segmento, que já superou os níveis pré-pandemia.

Apesar do avanço mensal, o acumulado dos últimos 12 meses mostra uma expansão mais modesta, de 0,6%. Contudo, o desempenho de julho é um indicativo positivo para a economia, especialmente ao considerar que o turismo se encontra 9,4% acima do patamar registrado em fevereiro de 2020, antes da crise sanitária global.

O crescimento de 2,7% em julho, conforme o Iatur do IBGE, posiciona o setor turístico em um caminho de recuperação. Embora ainda esteja 3,8% abaixo do maior nível histórico alcançado em dezembro de 2024, a superação do período pré-pandêmico é um marco importante para a resiliência do segmento.

A análise detalhada do índice revela a capacidade de adaptação e a demanda reprimida por viagens e lazer que impulsionam os resultados atuais. Este cenário demonstra a importância do turismo como motor econômico, gerando empregos e movimentando diversas cadeias produtivas no país. O avanço do turismo ocorre em um contexto de estabilidade para o setor de serviços como um todo, que não apresentou variação (0%) na passagem de junho para julho. No entanto, a perspectiva anual para os serviços é de crescimento, com uma alta de 1,9% no acumulado de 2026.

Nos últimos 12 meses, o segmento de serviços registrou um crescimento de 2,4%, uma leve desaceleração em relação aos 2,6% observados até junho. Com o desempenho de julho, a atividade geral de serviços ficou 0,2% abaixo do seu maior nível histórico, que foi atingido em outubro de 2025.

A pesquisa do IBGE detalha que quatro das cinco atividades analisadas apresentaram resultados positivos no período. O maior destaque foi para os outros serviços, com uma alta de 0,7%. Em seguida, vieram os serviços profissionais e administrativos (0,6%), serviços prestados às famílias (0,5%) e transportes, armazenagem e correio (0,4%).

Em contrapartida, os serviços de informação e comunicação registraram uma retração de 2,5%, sendo a única atividade a apresentar queda no período analisado. Essa dinâmica setorial reflete as diferentes velocidades de recuperação e as mudanças nos padrões de consumo e demanda no mercado.

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