
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, trouxe à tona um tema crucial para o futuro do mercado de trabalho brasileiro: a escala 6×1. Em declaração concedida na tarde do último domingo, 26 de abril de 2026, durante a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), Alckmin defendeu o fim deste modelo, ressaltando que a medida reflete uma tendência global impulsionada pelos avanços tecnológicos. Contudo, ele enfatizou a necessidade de um debate aprofundado com o Congresso Nacional para considerar as especificidades de cada setor.
A discussão sobre a jornada de trabalho tem ganhado força no cenário político e social, com propostas que visam modernizar as relações trabalhistas e alinhar o Brasil às práticas internacionais. A fala do vice-presidente adiciona peso ao debate, sinalizando um possível caminho para a reestruturação da organização do tempo de trabalho no país.
Para o vice-presidente, a pauta em torno da escala 6×1 é não apenas pertinente, mas necessária. Alckmin afirmou categoricamente que “o debate está correto” e que “a tendência é nós sairmos da escala 6×1”. Essa perspectiva, segundo ele, é uma consequência direta dos avanços tecnológicos que permitem maior produtividade com menos mão de obra, um fenômeno observado em diversas economias ao redor do mundo. A modernização dos processos produtivos e a automação têm levado a uma reavaliação das horas dedicadas ao trabalho.
Ele destacou, no entanto, que a transição não pode ser uniforme. “Tem setores que têm uma especificidade. Cabe o Congresso Nacional debater e buscar a melhor solução”, ponderou Alckmin. Essa ressalva aponta para a complexidade da questão, que exige um olhar atento às particularidades de cada segmento da economia, desde a indústria até o setor de serviços, para evitar impactos negativos na produção e no emprego.