
O ex-governador e ex-ministro Camilo Santana (PT) reassumiu o mandato como senador da República. Ele deixou o Ministério da Educação no último dia 1º de abril, quando cumpriu agenda com o presidente Lula no Ceará. Conforme o Senado Federal, o petista retornou à Casa na quinta-feira (2).
Ao deixar a Pasta, o agora ex-ministro se disse “honrado e grato”. O político retomou o mandato no Senado devido ao cumprimento do prazo para desincompatibilização, necessária aos pré-candidatos das próximas eleições.
Já o mandato parlamentar não tem restrições, caso o cearense resolva disputar o pleito eleitoral deste ano. Segundo a legislação, gestores públicos devem se afastar de suas funções até seis meses antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro de 2026.
De acordo com a Justiça Eleitoral, o objetivo da exigência da desincompatibilização é evitar que candidatos utilizem a estrutura e os recursos públicos para obter algum tipo de vantagem eleitoral diante dos concorrentes.
O cearense foi substituído pelo servidor público federal Leonardo Barchini no comando do MEC.
CAMILO SANTANA VAI SER CANDIDATO?
Camilo não se apresenta como provável postulante, mas a saída do MEC levantou especulações sobre uma possível candidatura ao Governo do Ceará, no lugar do governador Elmano de Freitas (PT), que é pré-candidato à reeleição.
Em declaração recente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou que, “se precisar”, o agora ex-ministro poderá ser lançado como candidato. O aceno repete sinalizações anteriores.
Entretanto, durante agenda em Fortaleza na semana passada, o chefe do Executivo federal endossou a reeleição de Elmano e incentivou a participação de Camilo Santana na campanha nacional.