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Com o recuo de exportações para os Estados Unidos em razão do tarifaço de 50%, o Ceará precisaria absorver internamente cerca de 15 toneladas de pescado por dia para evitar perdas ao setor. No entanto, segundo representantes da cadeia produtiva, o mercado estadual não tem capacidade de absorção com os mesmos preços pagos pelo mercado externo.
A mudança no cenário ocorre após empresas cearenses suspenderem embarques previstos para o exterior, especialmente para a costa leste dos EUA, um dos principais destinos do pescado local. O setor teme um efeito cascata, com excesso de oferta no mercado interno e prejuízos a produtores, indústrias e trabalhadores.
Apesar do volume disponível, a Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE) do Ceará já indicou que o Estado não pretende comprar o produto ao preço de exportação, considerado inviável para consumo em programas institucionais ou distribuição local. A saída pode estar na diversificação de mercados compradores, com foco em países da Ásia e da América Latina.
Além do pescado, outros setores exportadores do Ceará, como castanha de caju e calçados, também enfrentam incertezas com a nova política comercial dos EUA. O governo estadual segue em articulação com o Governo Federal para tentar reverter os impactos do tarifaço e garantir alternativas de escoamento da produção.