Ceará tem a menor taxa de abstenção do País na eleição; Fortaleza é destaque entre as capitais

Nas eleições deste domingo (25), no Brasil, na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito com 51,79% dos votos, a taxa de abstenção foi de 19,22%, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 100% das urnas apuradas. Em números absolutos, o índice significa que 30,5 milhões de brasileiros deixaram de comparecer às urnas. No primeiro turno, a taxa foi maior, de 21,08%.

Entre os estados, o Ceará foi o destaque positivo, registrando a menor proporção de não comparecimento, com 13,89% de abstenção no segundo turno. No primeiro turno, o índice foi de 15,52%. Na segunda etapa da eleição, 971 mil eleitores residentes no Ceará não compareceram às urnas.

Já o Amazonas teve a maior taxa de abstenção do País, com 26,67%. Os estados da Região Norte concentram os índices mais elevados de não comparecimento. Além do Amazonas, outros quatro estados registraram taxas superiores a 21%: Acre (26,08%), Amapá (25,47%), Roraima (23,15%) e Rondônia (21,92%).

Entre as capitais, Fortaleza também se destacou positivamente, com a menor taxa de abstenção do país: 11,02%, ante 13,02% registrados no primeiro turno. Em números absolutos, 233,8 mil eleitores da capital cearense deixaram de comparecer à votação.

No primeiro discurso após ser reeleito, o presidente Lula (PT) destacou a redução da abstenção e do número de votos nulos. “Nós tivemos o menor número de abstenções da história desse País. Nós tivemos o menor número de votos nulos deste país”, afirmou.

Na sequência, Lula agradeceu às pessoas que coordenaram sua campanha, aos partidos que participaram da aliança e ao eleitorado brasileiro. “Eu também queria agradecer ao povo brasileiro pela generosidade que eles têm comigo há muito tempo”, declarou.

A queda na abstenção ocorre após uma intensa campanha do PT para reduzir a ausência de eleitores no segundo turno e tem sido considerada um dos fatores que contribuíram para a vitória do presidente.

Após os resultados do primeiro turno, a mobilização para ampliar o comparecimento às urnas tornou-se uma das prioridades da campanha de Lula, que buscou incentivar a participação de eleitores que não haviam votado na primeira etapa da eleição.

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