
(Imagem: Reprodução)
Pesquisadores brasileiros e britânicos apresentaram a reconstrução facial de uma mulher que viveu há mais de 10 mil anos no território que hoje corresponde ao Brasil. O trabalho, divulgado nesta terça-feira (12), foi realizado a partir de um crânio encontrado em escavações arqueológicas na região de Lagoa Santa, em Minas Gerais.
A reconstituição utilizou escaneamento 3D, técnicas forenses e estudos anatômicos para recriar com precisão as feições da chamada “Mulher de Lagoa Santa”. Segundo os cientistas, o rosto apresenta traços distintos dos povos indígenas atuais, o que reforça teorias sobre a diversidade de grupos humanos que habitaram a América no período.
O projeto contou com a participação do arqueólogo brasileiro Walter Neves, referência nos estudos sobre os primeiros habitantes do continente, e buscou combinar dados científicos com recursos artísticos para aproximar o público da história pré-colonial.
Os pesquisadores afirmam que a reconstrução ajuda a ampliar o conhecimento sobre a origem e a migração dos povos americanos, além de valorizar o patrimônio arqueológico brasileiro. O modelo estará disponível para visitação em exposições e museus a partir do próximo mês.