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Mesmo com o encerramento oficial da quadra chuvosa, que no Ceará vai de fevereiro a maio, o estado segue registrando precipitações intensas em diversos municípios — inclusive na capital, Fortaleza. Mas afinal, o que explica esse comportamento climático fora do período tradicional?
Segundo especialistas da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o fenômeno está relacionado ao chamado Distúrbio Ondulatório de Leste (DOL) — uma onda atmosférica que se forma na região equatorial do Oceano Atlântico, vinda do Leste. Esse distúrbio reduz a pressão atmosférica na superfície e gera áreas de instabilidade, provocando chuvas ao longo do seu percurso.
Chuva fora de época, mas ainda dentro da climatologia
A meteorologista Meiry Sakamoto, gerente de meteorologia da Funceme, explica que é comum haver chuvas residuais nos meses de junho e julho, embora com volume bem menor.
“Na pós-estação chuvosa, a normal climatológica é bem mais baixa. No Ceará, a média de junho é de 37,2 mm; em julho, 15,0 mm.”
Embora as chuvas estejam fora do período oficial, não se trata de um cenário atípico, e sim de um fenômeno previsto e monitorado. A previsão é de que as instabilidades continuem pontualmente até o fim de julho.