
O Governo Federal garantiu que o Ceará terá atenção prioritária diante da ameaça de taxação de 50% sobre o aço brasileiro pelos Estados Unidos. A medida, proposta pelo governo norte-americano, pode afetar diretamente a economia cearense, que tem nas exportações de placas de aço da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) um de seus principais motores de receita externa.
A promessa foi feita nesta quarta-feira (31) durante reunião entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e representantes da bancada federal cearense. O encontro ocorreu em Brasília, com a presença de deputados e senadores preocupados com os impactos que a sobretaxa pode gerar no estado.
Segundo Alckmin, o Ceará será tratado com “caráter prioritário” nas articulações diplomáticas e comerciais do Brasil para evitar a adoção da medida pelos EUA. O ministro destacou ainda que o Governo Federal está mobilizando esforços para manter o diálogo com autoridades norte-americanas e proteger os interesses do setor siderúrgico nacional.
Em 2024, cerca de 72% das exportações do Ceará foram destinadas aos Estados Unidos, especialmente placas de aço produzidas no Porto do Pecém. A possível taxação elevaria drasticamente o custo desses produtos no mercado internacional, reduzindo a competitividade da produção cearense e ameaçando empregos e investimentos locais.
Além do diálogo diplomático, o Governo Federal estuda alternativas para ampliar a presença do aço brasileiro em outros mercados e fortalecer a indústria nacional diante das instabilidades externas.