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O impacto do tarifaço dos Estados Unidos já começou a ser sentido no Ceará. No primeiro dia de vigência da medida, nesta terça-feira (6), 27 contêineres carregados com castanha de caju e pescados deixaram de embarcar no Porto do Pecém com destino ao mercado norte-americano. As informações foram confirmadas pela Companhia Docas do Ceará.
A suspensão ocorreu por decisão dos próprios exportadores, que recuaram diante da incerteza sobre os novos custos e a perda de competitividade dos produtos cearenses com a taxação de 50% imposta pelos EUA. Os embarques seriam destinados, principalmente, a clientes da costa leste dos Estados Unidos — tradicional destino das exportações desses itens.
As castanhas e os pescados estão entre os produtos mais afetados pela nova política comercial americana, que atinge diretamente a balança exportadora do estado. Em 2024, o Ceará já havia exportado mais de R$ 220 milhões em castanha de caju, grande parte para os EUA.
O setor produtivo teme que a manutenção do tarifaço provoque demissões, cancelamento de contratos e perdas bilionárias, caso não haja uma readequação rápida ou redirecionamento para novos mercados.
Autoridades estaduais e representantes do setor empresarial seguem em articulação com o Governo Federal para buscar soluções que minimizem os prejuízos e preservem a cadeia produtiva exportadora cearense.