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O pacote de medidas anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para minimizar os efeitos do tarifaço dos Estados Unidos deve trazer alívio parcial à economia cearense, segundo avaliação de especialistas e representantes do setor produtivo.
O plano inclui linhas especiais de crédito pelo BNDES, incentivos à diversificação de mercados, apoio à modernização industrial e articulação diplomática para tentar reverter ou flexibilizar as sobretaxas de 50% sobre produtos como aço, calçados, pescados e castanha de caju.
No caso do Ceará, os setores mais atingidos são a siderurgia — com destaque para a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) — e o calçadista, além de cadeias de exportação de alimentos. Em 2024, mais de 70% das exportações do estado tiveram como destino o mercado norte-americano.
Economistas ouvidos pelo Diário do Nordeste avaliam que as medidas podem evitar perdas maiores no curto prazo, mas alertam que a recuperação dependerá também da capacidade de abrir novos destinos comerciais e manter a competitividade internacional.
O governo estadual já anunciou que atuará em parceria com a União para operacionalizar parte do plano no Ceará, priorizando empresas mais vulneráveis e preservando empregos nas cadeias produtivas afetadas.