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O consumo de açúcar no Brasil está entre os mais altos do mundo, e especialistas apontam que essa preferência tem raízes históricas, culturais e até biológicas. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o brasileiro consome, em média, quase o dobro da quantidade diária recomendada pela entidade.
A relação do país com o açúcar começou no período colonial, quando a cana-de-açúcar se tornou base da economia e consolidou a presença do doce na alimentação. Desde então, o ingrediente ganhou espaço em preparações típicas, como sobremesas, bebidas e pães, além de estar presente em produtos industrializados consumidos diariamente.
Do ponto de vista biológico, o açúcar estimula o cérebro a liberar dopamina, substância associada à sensação de prazer e recompensa, o que contribui para o hábito de buscá-lo com frequência. Esse efeito, aliado ao fácil acesso e baixo custo, reforça o consumo elevado.
Nutricionistas alertam que o excesso de açúcar está relacionado a problemas como obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Por isso, recomendam reduzir gradualmente a quantidade adicionada aos alimentos e optar por frutas ou outras fontes naturais de doçura.
Para especialistas em saúde pública, enfrentar o consumo excessivo de açúcar no Brasil exige campanhas educativas, rotulagem clara e políticas de incentivo a hábitos alimentares mais saudáveis.