
A educação como ferramenta de transformação social tem sido uma das principais estratégias da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP) para promover a ressocialização no sistema prisional cearense. Na Unidade Prisional Regional de Sobral (UP-Sobral), mais de 600 internos foram certificados em turmas educacionais, nesta segunda-feira (23), reafirmando o compromisso do Estado com a formação e a reintegração social das pessoas privadas de liberdade.
A ação é coordenada pela Coordenadoria de Educação da SAP, em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi) e a Secretaria da Educação do Estado do Ceará (Seduc). Pelo Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), foram registrados 241 resultados, sendo 157 referentes ao Ensino Fundamental e 84 ao Ensino Médio. No Fundamental, 88 internos conquistaram certificação e 69 obtiveram proficiência em áreas específicas. No Ensino Médio, foram 47 certificações e 37 proficiências.
Já por meio do SESI, foram certificadas 30 pessoas no Ensino Fundamental e 12 no Ensino Médio. No Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem PPL), 285 internos alcançaram êxito, enquanto pelo Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) foram registradas 18 certificações no Ensino Fundamental e 13 no Ensino Médio.
Atualmente, o sistema prisional do Ceará conta com 5.623 internos matriculados em salas de aula nos cursos regulares de alfabetização, ensino fundamental e ensino médio. Além disso,118 pessoas privadas de liberdade cursam o ensino superior na modalidade Educação a Distância (EaD).
O avanço é resultado de investimentos estruturais e pedagógicos realizados nos últimos anos. Em 2018, o número de internos estudando era de 1.821. Nos últimos cinco anos, o sistema passou de 66 para 124 salas de aula construídas nas unidades prisionais, ampliando significativamente o acesso à educação dentro dos estabelecimentos penais. A ampliação da oferta educacional reforça a política de ressocialização da SAP, que aposta no ensino como instrumento fundamental para a redução da reincidência e para a construção de novas perspectivas de vida.