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As tarifas de 50% às exportações brasileiras, implementadas no começo de agosto pelos Estados Unidos, já começam a afetar trabalhadores do setor de madeira processada do país.
O setor faz parte do grupo que não conseguiu entrar na lista de 694 produtos isentos ao aumento da taxa, que teve início há cerca de duas semanas. Mas os efeitos são sentidos desde o começo de abril, quando a tarifa de 10% entrou em vigor.
Quem sofre
Segundo dados da Abimci, o setor madeireiro exportou US$ 1,6 bilhão para os Estados Unidos em 2024, para onde são destinados, em média, 50% do total produzido no país.
O impacto da aplicação das taxas norte-americanas nas empresas madeireiras coloca em risco aproximadamente 180 mil empregos diretos em todo o Brasil, afirma a associação. Em nota divulgada no dia 18 de julho, a Abimci afirmou que o setor estaria enfrentando “o início de um colapso” com o tarifaço.