CURIOSIDADES: HIGIENE NA IDADE MÉDIA.

Foto: Reprodução/(www.static.paraoscuriosos.com)

Na Idade Média não existiam escovas de dente, perfumes, desodorantes, muito menos papel higiênico, as pessoas não tomavam banho e nem lavavam as roupas!

As pessoas antes da Idade Média eram muito mais higiênicas. Os romanos e gregos banhavam-se diariamente, cortavam o cabelo e faziam a barba com freqüência. As casas de banho eram muito comuns na Europa medieval, a partir do século XIII, grandes cidades como Paris, Londres, Veneza, Roma, contavam com banhos públicos, chamados de “estufas” que, já em torno de 1300, funcionavam com imersão em água quente, sabão e ervas.

Na Idade Média, um período entre a queda do Império Romano até a descoberta da América, com o predomínio do cristianismo, estas casas foram fechadas por incentivar atos de luxúria. Padres e médicos espalharam a crença em toda a população de que a água, especialmente quente, fazia enfraquecer os músculos e reduzia as habilidades motoras, gerando doenças. Ruim para os olhos, os dentes, o rosto e que poderia fazê-los mais vulneráveis ao frio.

Também passou a ser difundido que a sujeira era benéfica à saúde, teoria aprovada pela comunidade médica, que acreditava que a água abria os poros e deixava os indivíduos vulneráveis à doença. A higiene pessoal não era considerada uma prioridade e para ser considerado limpo, bastava lavar as mãos e o rosto.

Médicos proibiam dar banho em crianças. Eles diziam que a água iria torná-los frágeis e propensos a doenças. Pelo medo de matar seus bebês, as mães não lavavam. Porém, o número de mortes por feridas infectadas era alto.

Além de tudo isto, o clima frio, a falta de saneamento básico e a quase inexistência de água encanada faziam com que a população vivesse em meio à sujeira e animais peçonhentos.

Essa condição de falta de higiene, também foi uma das causadoras da pandemia de peste bubônica, ou Peste Negra, como ficou conhecida. Anteriormente, a doença, transmitida pela picada de pulga, dizimou um terço da população européia, entre realeza e plebe, no século 14.

Com o advento da modernidade, no século XIX, o banho tornou-se mais comum para os homens, que começaram a se banhar com maior frequência, chegando a fazê-lo até duas vezes por semana. Mulheres ainda não tomavam com tanta freqüência e, não lavavam as partes íntimas, especialmente, porque acreditavam que isso poderia torná-las inférteis.

Antes considerada um castigo de Deus, a peste bubônica trouxe o conceito de higiene pessoal ao mundo e, a passos lentos, mudou hábitos até formar as pessoas limpas e cheirosas que conhecemos hoje.

Conheça mais sobre os hábitos de uma sociedade que fugia do banho!

Aristocratas e plebeus

A rainha Isabel de Castilla, no século XV, se vangloriava de ter se banhado só duas vezes em sua vida. Uma em seu nascimento e outra, um dia antes de seu casamento, o que era uma tradição palaciana. Assim, a classe alta fedia tanto quanto a baixa. Até mesmo o Palácio de Versalhes era imundo e habitado por moradores que não cultivavam hábitos higiênicos. Ao se visitar o Palácio de Versailles, em Paris, observa-se que o suntuoso palácio não têm banheiros.

As cidades

Os sistemas de esgoto ainda não existiam; portanto as cidades medievais eram verdadeiros depósitos de lixo e excremento. Grandes metrópoles como Londres ou Paris podiam ser consideradas naquele tempo como alguns dos lugares mais sujos do mundo.
O cheiro das ruas era terrível, mas os edifícios públicos e casas não eram melhores. Especialmente se as pessoas se reunissem em massa.

Nas igrejas eram queimados incensos para reduzir o mau cheiro. Levou vários séculos, até as pessoas aceitarem que o banho era necessário. No século XVII, banhar-se uma vez por ano em uma banheira de água quente se tornou popular.

Banho à seco

As pessoas não eram muito higiênicas, como você pode imaginar. Eles poderiam ficar anos a fio sem que a água tocasse seus corpos. Havia momentos em que, com uma toalha levemente úmida, eles “lavavam” as partes do corpo que não eram cobertas pelas vestimentas. Até mesmo Luís XIV fugia do banho, se lavando apenas quando o médico recomendava. Ele se limpava com um pano com água, álcool ou saliva. Logo, o príncipe dos contos de fadas fedia mais do que seu cavalo.

Saneamento básico

Quartos com banheiros, fossas e sistemas de drenagem não eram comuns até o século 19. As pessoas faziam as necessidades em qualquer canto da rua e, no Palácio de Versalhes, não era diferente: As necessidades fisiológicas feitas em penicos ou caixas de madeira mantidas embaixo da cama, nos quartos, eram despejadas pelas janelas, podendo atingir qualquer desavisado que passasse no local na hora errada.

Os jardins enormes e belos do Palácio de Versalhes, na época, não eram só contemplados, mas “usados” como vaso sanitário nas famosas “baladas” promovidas pela monarquia, porque não existiam banheiros. Os corredores também eram verdadeiros depósitos de dejetos. Um decreto de 1715 dizia que as fezes deveriam ser retiradas dos corredores uma vez por semana – o que significa que, antes, o recolhimento era menos freqüente.

Limpeza dos ambientes

Tanto em Versalhes como nas casas comuns, os quartos eram varridos com uma espécie de vassoura de bambu, que só tirava o grosso da sujeira. Eram sempre úmidos e com cheiro de suor e a roupa de cama raramente era trocada. Para dar à luz, as camas eram forradas com lençóis velhos e sujos. Por isso, para amenizar o cheiro, substâncias odoríficas eram queimadas antes da hora de dormir.

Conceitos de limpeza

Os famosos vestidos e perucas eram lavados raramente. As roupas só eram trocadas quando estavam muito sujas e infestadas de pulgas, percevejos e traças. Eram feitas de linho, que absorvia a oleosidade junto com a transpiração, deixando o corpo purificado.

Portanto, trocando de roupa, não era necessário tomar banho. Limpar as partes expostas como face, pescoço, mãos e braços, já era suficiente.

A limpeza íntima era feita com folhas de sabugo de milho – ou com a mão mesmo.

Cabelos e piolhos

Fios oleosos eram sinônimos de cabelos saudáveis e brilhantes, por isso ninguém tinha o costume de lavar a cabeça. A infestação de piolhos era freqüente e caçar os bichos na cabeça do outro era quase como um passatempo familiar. Às vezes, eles colocavam pedaços de bacon como forma de combatê-los, fazendo com que os bichos fossem atraídos a eles.

Cabeça feita

Os nobres tinham servos que eram responsáveis pela desparasitação todos os dias. Em ocasiões especiais, os cortesãos e a realeza utilizavam perucas para dar uma aparência de limpeza. Os homens não retiravam os chapéus ao entrar em tabernas ou ao comer. A razão para este ato era a de que se o fizessem era mais provável que as lêndeas e os piolhos caíssem na comida.

Higiene Bucal

Sem escova de dente ou pasta, as pessoas costumavam esfregar dentes e gengivas com panos, utilizando misturas de ervas para amenizar o mau hálito. Enxaguar a boca com água gelada ajudava a liberar o muco, mastigar aipo ou casca de cidra cortava o bafo e almíscar e folhas de louro funcionavam como antissépticos.

Nasce uma indústria

Se hoje a indústria de cosméticos fatura milhões é graças às mulheres fedidas daquela época. No final do século 16, surge o pó de arroz, que servia para mascarar as imperfeições do rosto – incluindo feridas causadas pela falta de higiene.

Esponjas perfumadas eram colocadas nas axilas e nas partes íntimas e pastas de ervas eram aplicadas sobre a pele para mascarar o mau cheiro.

Continua…

Fotos/Vídeos: Reprodução

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